Hitchcock e Tarantino

Poesia vira caos com ela do lado
Mentiu pra mim? Não, eu menti pra me sentir bem
Desordem, reviva mesmo que os dois descordem
Não conseguem viver em harmonia, a paz nunca chega, o demônio atormenta…

Entre o mal e o bem, prefiro ficar sem, imaginárias notas de cem
O abismo depende do estado mental, alucinações no retrato
Esperando retorno, amigo iludido, em mãos, o cão, estilhaço levou ao chão
Tiros internos, coração parando, sangrando somente por dentro…

Laços amassados, caixa postal e o chamado
Katrina passou por aqui e causou estragos
Torturado, coitado, palavras pressas na garganta, acende chama
Se estiver precisando vem e me chama, já vou avisando que não tenho nada de hitch, conselheiro amoroso…

Chega de sentimentalismo, quero calma tipo budismo
Na cabeça tudo se cria, no batimento se destrói
Antes alma se vai, olhar se distrai e ele cai no cais
Engana-se quem pensa que é tudo maravilha, peça triste, Romeu ficou sem a Julieta.

Tomou o veneno mas continuou vivo, cortou os dedos
Deitado na banheira se esfaqueou, cena de 13 Reasons why
Comprimidos na pia, acorda, levanta da cama, tudo se passou como se fosse uma trama
Filme de drama, minha alma é a mistura, Hitchcock e Tarantino…

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Publicado por Kaue olah Lopes

Compositor /Poeta 🦋✍🏼 ♿️22 anos 📚Jornalismo

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