O ilusionista (Poesia)

Rezo para que a minha alma descanse
Peço para que ela não se perca naquele instante
Minha poesia é livre, amor é uma palavra inventada
Não me leve a sério demais, tenho convivido com alguns fantasmas…

Nos perdemos nas ilusões, caímos em contradições
Acreditamos nas traições, ainda sim, escrevemos canções.
E quem vai me escutar no final disso tudo?
Eu já não sei mais…

Suposições são criadas, verdades inventadas
Pessoas manipuladas e o isqueiro se apaga.
O frio bate forte na janela, penso em quem me aqueceria
Pego a mochila, tenho aula no final do dia.

Pensamentos sempre estão em movimento, tenho que abandonar os ressentimentos
Parar de criar fantasias, trabalho como ilusionista
Esse caos não tem feito bem para mim
Acho melhor deixar a água rolar…

As sensações são fortes, me abalo dependendo da profundidade do corte
Azar ou sorte? Chega desses holofotes!
Não estou disposto a pagar caro, o valor não será dobrado
Gosto das suas linhas, será que ainda sobra alguma tinta?

Você pode me chamar de pessimista, dizer que talvez eu tenha que apreciar a vista
Mas, você nunca entenderia, tudo que circula em minha veias
Tudo que se passa na minha cabeça barulhenta e turbulenta
É só mais um ato niilista, efeito da cidade cinza.

Licença Creative Commons

O ilusionista de Kauê Olah Lopes está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Publicado por Kaue olah Lopes

Compositor /Poeta 🦋✍🏼 ♿️22 anos 📚Jornalismo

Um comentário em “O ilusionista (Poesia)

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