Alienígena de Marte (Poesia)

Caminho no exaustivo, me falta sentido
De novo no início, é sempre o fogo escapando
Sinto que desaprendi, vou ter que renascer
Outra visão errada e mais uma vida desperdiçada.

Estourei a cota, quantas reencarnações eu tenho direito?
Não aprendi a amar direito, com certeza estou fora da lista no arrebatamento
Falhei no pronunciamento, o meu estado é sempre efêmero
Causei o incêndio e desmoronei o castelo.

Verso frágil, ultrapassando: um velho disco riscado
Minha alma é velha e clássica tipo vinil
Quando falei que tinha nascido no tempo errado não era brincadeira
Impacto da borboleta, tudo se reinventa…

Poesias explosivas já são carta fora do baralho
Ouça o barulho em silêncio
Assista à queda em câmera lenta
Era isso que meu alter-ego queria.

Se divirta enquanto ainda estou no chão
Cabisbaixo e armado, ainda lembro de todo o mal que te causei
Mergulho na minha própria escuridão e nunca saio de lá ileso
Antes almejava o sossego, atualmente danço diariamente com o caos.

Traumas e erros, fantasmas e medos
Perdendo vitalidade, cadê a nave?
Carne humana fraca, isso é só carcaça
Toquem na arte, alienígena de marte…

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Alienígena de Marte de Kauê olah Lopes está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.


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Vozes do autor

Velho eu

Publicado por Kaue olah Lopes

Compositor /Poeta 🦋✍🏼 ♿️22 anos 📚Jornalismo

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